2017/02/23

SOU CURUMIM, SOU INOCENTES. SOU DA TRIBO DE JAPOROMIRIM


SOU CURUMIM, SOU INOCENTES. SOU DA TRIBO DE JAPOROMIRIM


Esse ano o Cineplaneta terá mais vez a grande honra de participar com duas Alas com a G.R.C.E.S.M. Inocentes de Caprichosos do Carnaval Carioca 2017, dia 28/02 às 18h30. Seremos a terceira escola a entrar na Sapucaí. 

Apresentamos a sinopse do Samba Enredo “SOU CURUMIM, SOU INOCENTES. SOU DA TRIBO DE JAPOROMIRIM”

PRESIDENTE:  JEFFERSON ROCHA

VICE-PRESIDENTE:  JUSSARA RAMOS

DIRETOR DE CARNAVAL:  
ROGÉRIO LOBO


CARNAVALESCOS:  
PAULO CAVALCANTI & PAMELA PRISCILA












SINOPSE


“SOU CURUMIM, SOU INOCENTES. SOU DA TRIBO DE JAPOROMIRIM”
Clareia o céu, Jaci... Foi o que ele ouviu, ao longe... Olhando para o alto, o Curumim ouvia a voz firme e cansada daquele cacique que despejava sobre seus ouvidos um fantástico e colorido mundo selvagem...
Sentado sobre a pedra, ouvidos atentos e olhar curioso, o indiozinho não ouvia apenasviajava. Ultrapassava fronteiras e desbravava as matas de sua aldeia. Tinha sede de aventuras, sede de histórias e a imaginação que não cabia em seu corpo franzino... Sua tribo estava em festaUm indiozinho nascera dias atrás e um lindo ritual acontecera. Músicas e danças, comidas e atos de bravura faziam daquele lugar um lugar mágico, mítico. Um local de sonhos... O que o velho índio contava com a sapiência de sua idade era, para aquele jovem Curumim, a aventura certa para o seu autoconhecimento.

tribo Japoromirim mantinha a tradição e os rituais de outrora. O Pajé evoca os espíritos guerreiros, guardiões dos feitos de Tupã, o Deus do bem, para contar as lendas da floresta que o jovem Curumim tanta esperava.
No princípio só havia a noite, pois Urubu-Rei, o chefe dos pássaros, escondera o dia. Dois jovens irmãos Kuát e Iaê resolveram aprisionar Urubu-Rei, pedindo em troca o dia, por sua liberdade... Liberto, mas esperto, o chefe dos pássaros transformou os irmãos em raios de luzes... Assim nascia o sol, Kuát, e a lua, Iaê!

Puriá, o Curumim, atento ao que o cacique dizia, resolveu tirar para si as conclusões que só com o tempo tiraria e começou a imaginar. Daquilo que ouvia, daquilo que via,transformava a seu bel prazer. E dessa imaginação fértil, carregada de simbolismo embrenhou-se nas matas para descobrir por si só o que era verdade e o que era lenda... E partiu... Trouxe na lembrança as histórias de seus antepassados guardadas numa moringa de água. Por cada oca que passava, idealizava uma história. Resolveu contar seus próprios passos, no compasso de seus atos bravuras. Partiu.

Na memória de Puriá recordações que não viveu. Na memória de Puriá, uma história que não feneceu! E pelos caminhos que tomava, encontrava a razão de seu viver. Puriá, Curumim herói. Tinha a rapidez dos animais selvagens, o perfume das flores, a delicadeza dos rios desbravados. Puriá, o menino índio, que cantava como um pássaro, que sorria alvo como as nuvens, que era herói sem nunca ter sido! Aventurava-se no desconhecido, trazendo apenas na memória as histórias ouvidas, as glórias vencidas e um mundo todo azul ao alcançar.

Exausto de tanto andar, parou para descansar. Sentando na relva, contemplando a luasonhou... Abrindo os olhos viu Mandi, indiazinha branca, fruto que veio do céu, que ainda bebê feneceu. Lá na oca, regada com leite, um arbusto de alva raiz na toca se transformou em mandioca.

 Puriá, menino rei, da tribo de Japoromirim, os teus passos hei de proteger e vigiar! Puriá, Curumim da tribo de Japoromirim, andar, amar e caçar! E pelas matas tornou-se camaleãoViu caciques e tribos guerreiras e lá do alto da ribanceira, extasiado, ao ver o rio verdejante se encantou por ela, aquela por quem não se pode olharPuriá, menino Inocentes, da tribo de Japoromirim. Guerreiro valente, dançando trouxe a chuva, amando viu a lua e fez o dia clarear. Puriá corre matas, nada o rio, busca o mar. Puriá se é para vencer, vença aqui, vença acolá!

O Guerreiro Curumim, da tribo de Japoromirim vagueia. O Guerreiro Curumim passeia e derrama na areia, as lendas do rio-mar... Se for noite de lua cheia, IARA, mãe d’água, vem contar um misto de amor e de beleza, levando o Puriá se refrescar. É Inocente, o indiozinho guerreiro, conhece os vai e vem, tem pele vermelha, e amarela, e azul também! O encantodesencanto, tudo aquilo que esse manto Pindorama de tantos cantos, Puriá sentiu além! Urubu-reichefe dos pássaros, abre as asas e leva o indiozinho pra as cataratas, de onde deslumbra Tarobá e Naipi, o belo casal transformado pela serpente, ele, Tarobá, em uma palmeira no alto das quedas; ela, Naipi, em uma pedra nas profundezas de suas águas!

Oh, Deus Tupã, em todas as primaveras lance suas flores para Naipi, através da água como prova de seu amor. Bela jovem sempre banhada por um véu de águas claras e frescas, que lhe amenizam o calor.

Vem arco-íris unir palmeira à pedra, vislumbrando essa luz que dá forma aos dois amantes, ouvindo seus murmúrios de amor!

Canta a saga, de rotina. Nessa mata tem cantiga, tem Timbira, Tapajós, Tupinambás e Guapimirim. Tem a oca, tem a toca. Mandioca pra comer. E no rio, Vitória Régia tem histórias que vou começar a dizer:
 Jaci, que vez em quando a terra descia e querendo companhia, tratava de buscar virgens para estrela do céu se transformar. Naiá, bela índia. Que por Jaci se apaixonaria, no meio da mata corria, noite após noite surgia e em vão se repetia, com a lua a ignorar. Naiá corria e sofria, cansada, triste e vazia, na beira de um Igarapé adormeceu. Ao acordar, que alegria, o que nas águas claras refletia, um misto de sonho ou magia fez Naiá mergulhar nas águas profundas e frias, afogando-se para não mais aparecer. Jaci comovido e sofrido transforma a bela índia numa estrela incomum. Refletindo o clarão do luar, Vitória Régia, flor amazônica de águas calmas, abre suas pétalas e irradia com sua luz o encanto e magia que Naiá índia trazia em sacrifício vivia e por Jaci se fez amar.

Vai meu índio Inocente. Vem da tribo dos Japoromirins. Vem mostrar o que se sente, desbravando dessa gente um verdadeiro louvor. Vem Curumim do mato longe, traços, troças tudo esconde lá na Vila de Belmonte, o herói se fez você. Vai meu Curumim, Índio Inocente, tantos dias, tanta gente o meu azul vou florescer. Vai com garra, vai com lida, pois tudo nessa vida, nessa terra é pra vencer. Traz a inocentes, brava terra, brava gente, nessa lenda vai viver. Vai meu povo, vai meu canto. Vai desse jeito Inocente. Culto, forte e valente, essa glória receber. Vai Curumim trazer pra avenida sua lenda enaltecer. Menino, homem, valente, que nem a maior das serpentes a ti irá vencer. Vai meu povo inocentes, num azul e branco presente, uma lenda indígena prevalecer.

Veja os olhos de Aguiry, pelo demônio arrancado e Tupã, emocionado, em um arbusto, ele brotou. Da floresta densa e quente, de um menino inocente, em guaraná se transformou.

Nos lindos campos floridos, onde frágeis borboletas passeiam e belos pássaros vagueiam embelezando o céu azul. Katuboré, menino que de amor faleceu e encantado por Tupã, ao ver a noiva entristecer, pediu pra reviver para Mainá alegrar. Cantando Uirapuru, a Flauta do amor se fez ouvir na Amazônia ou aqui. E ninguém vai mais chorar!

 Com suas fortes plumagens trazem para Puriá o muiraquitã, amuleto para guerreiro bravo e forte, atraindo toda a sorte que o Curumim sempre buscou... Puriá se fez o boto, jovem bonito e garboso como não se apaixonar? Mas o boto é traiçoeiro, elegante e tão matreiro, rapaz mais belo não há. A aldeia fica em festa! Com as meninas se refresca. Coisa boa assim não dá!

Puriá está contente! Seus olhos de tão atraentes outras terras a deslumbrar! Viram na Tribo Caiapó, tribo nômade do Xingu mais histórias pra contar. Ai Morená, Morená! Sagrado paraíso do sol e da lua. Vale de florestas e animais. Ai Morená, rica fauna e flora! Ai Morená, nas águas desses rios quero me banhar!

Japoromirim, terra de Puriá. Eldorado não é lá! Mas pra lá que vou voltar, levando comigo Juremá, Okê Juremá! Salve a cabocla Jurema! Espírito da Floresta anunciar! Deixa o povo todo em festa! E vem pra terra festejar!

Puriá revira os olhos e ao piscar tão inebriado no seu sonho mais bonito, pontinhos luminosos lá no céu, pareciam mais que mel. Tribo Kaxinawá que pedindo a Tupã longe da fome ficar, virou brilho das estrelas para nunca mais voltar.

Lendas, histórias, folclore. Índios de tribos colorem mulheres guerreiras a sambar. Icamiabas, Cunha-teco-ima e Iracema, a virgem dos lábios de mel, que num delírio futurista inspirou o Alencar.

Sou Cacique, carioca, da Leopoldina a brilhar. Tem arara, ave sagrada, da tribo dos Tupinambás!

E chega o sereno no meu rosto refrescar. Puriá, índio guerreiro está prestes a acordar! Vem pro mato, molha a terra. Um pedido Caiapó. Dança, canta, traz das nuvens, o homem chuva, Begorotire! Purifica meu cantar!

Tantas lendastantos sonhos Puriá a despertar. Ceci branca menina, pele alva e cristalina, foi vivendo a sua sina por Peri se apaixonar. Tribo dos Goitacás e uma história começar!

Mas Puriá, índio guerreiro, com seus olhos traiçoeiros, pela floresta caminha e, ao avistar Bispo Sardinha não consegue dos Caetés ele livrar... Se for delírio, se é loucura, nessa Terra obscura, Curumim só quer brincar... Têm jabutis, sucuris, amarrando no cipó, Puriá vai encontrar...

Japoromirim lenda ou magia? Puriá tanta energia. Muita lenda visitou. Preferiu brincar de índio, pois no carnaval imortalizou. E nessa lenda inocente, de um indiozinho forte e valente, Puriá se transformou. Um cacique Inocente, branco, azul reluzente, o dono da terra marcou. Nessa história esfuziante, tribos de índios marcantes, força e paixão radiante, a Inocentes proclamou.

Jefferson Rocha - Presidente
























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