SÓ DEZ
POR CENTO
É MENTIRA
A DESBIOGRAFIA OFICIAL DE MANOEL DE BARROS
Um filme de Pedro Cezar
Vencedor do prêmio de melhor documentário no Festival de Paulínia
Manoel de Barros
Sobre Manoel de Barros
Algumas frases de Manoel de Barros
Manoel de Barros escreve sobre poesia
Considerações sobre Só Dez Por Cento é Mentira
O Filme
Só Dez Por Cento é Mentira é um original mergulho cinematográfico na biografia inventada e nos versos fantásticos do poeta sulmatogrossense Manoel de Barros.
Alternando sequências de entrevistas inéditas do escritor, versos de sua obra e depoimentos de “leitores contagiados” por sua literatura o filme constrói um painel revelador da linguagem do poeta, considerado o mais inovador em língua portuguesa.
Só Dez Por Cento é Mentira ultrapassa as fronteiras convencionais do registro documental. Utiliza uma linguagem visual inventiva, emprega dramaturgia, cria recursos ficcionais e propõe representações gráficas alusivas ao universo extraordinário do poeta.
Procurando resignificar às “desimportâncias” biográficas e à personalidade “escalena” de Manoel de Barros o diretor Pedro Cezar, responsável pelo roteiro e pela narração, pontua o filme com momentos de breves testemunhos ao fundo, como fizera em seu primeiro longa metragem, Fabio Fabuloso. Narrado na maior parte das vezes em tom pessoal o filme busca, sobretudo, “uma voz que aproxime-se da simplicidade e da afetividade do personagem e que se afaste da soberba e da pretensão de uma análise teórica sobre poesia no idioleto manoelês”.
Manoel de Barros tem 93 anos, cerca de 20 livros publicados e vive atualmente em Campo Grande. Consagrado por diversos prêmios literários, é atualmente o escritor brasileiro que mais vende no gênero poesia.
Só Dez Por Cento é Mentira ganhou os prêmios de melhor documentário longa-metragem do II Festival Paulínia de Cinema 2009 e os prêmios de melhor direção de longa-metragem documentário e melhor filme documentário longa¬metragem do V Fest Cine Goiânia 2009.
A Equipe
Produção, Direção e Roteiro
Pedro Cezar - diretor e roteirista de cinema, publicidade e projetos insti-tucionais. Produziu, dirigiu e roteirizou o filme Fábio Fabuloso, documentário de longa-metragem vencedor do Primeiro Prêmio Bravo de Cultura Prime 2005, além dos prêmios do júri popular no Festival de Cinema do Rio e na Mostra de Cinema de São Paulo em 2004. É formado em jornalismo e foi editor da revista Fluir e colaborador dos jornais O Globo e Jornal do Brasil. Tem dois livros de poesia publicados, Puizía e Concepção de Frases em Ninhos de Água.
Direção de Arte e Produção Executiva
Marcio Paes - diretor de arte, produtor e roteirista de cinema, publicidade e projetos institucionais. Participou como ilustrador e animador do filme Fábio Fabuloso. Teve formação artística em design e é formado em cinema.
Trilha Sonora
Marcos Kuzca Cunha - músico, compositor e produtor musical. Compôs e produziu a trilha sonora do filme Fábio Fabuloso. Produziu álbuns de artistas como Kátia B e compôs trilhas sonoras para teatro como Isaurinha Garcia. Compôs diversos temas musicais de comerciais para o México, Uruguai, Portugal, Sérvia, Alemanha entre outros países. É professor de produção musical no Instituto de Artes e Técnicas em Comunicação no Rio de Janeiro. Além da trilha do “Só dez por cento é mentira” está lançando a trilha do media metragem de surfe "Pasti", dirigido por Rafael Mellin.
Co-Produção
Kátia Adler - produtora associada. É responsável pela criação e execução do Fes¬tival Brasileiro de Cinema em Paris desde 1998 e realiza o Festival Brasileiro de Cinema do Canadá desde 2007.
Os Produtores
Empresa Produtora
A Artezanato Eletrônico cria, desenvolve e produz obras audiovisuais nas áreas cinematográfica e corporativa desde 2002. Produziu o premiado documentário de longa-metragem “Fábio Fabuloso” (2004), vencedor dos prêmios de melhor documentário pelo júri popular no Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro de 2004; da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo 2004 e do Prêmio Bravo Prime de Cultura 2005 como o melhor filme nacional. Em 2008 produziu também o aclamado documentário de longa¬metragem “Só Dez Por Cento é Mentira” sobre o poeta Manoel de Barros.
Empresa Co produtora
Criada em 2002, no Brasil, a Vite Produções é a proponente oficial do Festival do Cinema Brasileiro de Paris e trabalha em conjunto com a Jangada, desde a elaboração do projeto até a prestação de contas, passando pela pré-produção, divulgação e execução.
A Jangada é uma associação sem fins lucrativos criada na França em
1998 através da lei de 1901, que rege as associações e fundações nesse país. A Associação Jangada tem como objetivo principal a promoção e divulgação da cultura brasileira na Europa e sobretudo na França e a criação do intercâmbio entre artistas brasileiros e o público francês.
Distribuição Downtown Filmes
A DOWNTOWN FILMES é a única distribuidora privada de filmes dedicada 100% ao cinema nacional.
A empresa entrou em operação em janeiro de 2006, e tem como diretor geral Bruno Wainer. De 1997 a outubro de 2009, Wainer distribuiu 50 filmes nacionais, que no seu conjunto venderam mais de 18.9 milhões de ingressos. Entre estes destacam-se Central do Brasil, Cidade de Deus, Olga e Os Normais.
Desde sua fundação, a empresa já lançou 21 filmes nacionais, entre eles dois grandes sucessos comerciais: Meu Nome Não É Jonnhy, campeão brasileiro de bilheteria de 2008 com mais de 2 milhões de ingressos vendidos e Divã, lançado em abril de 2009, com mais de 1.9 milhões de ingressos vendidos. A Downtwon Filmes também é a distribuidora do filme Salve Geral, candidato brasileiro ao Oscar 2010. Em janeiro de 2010 lançou Lula, o filho do Brasil em mais de 500 salas pelo país.
Ficha Técnica
Direção: Pedro Cezar
Roteiro: Pedro Cezar
Produtora: Artezanato Eletrônico
Produção Executiva: Pedro Cezar, Kátia Adler e Marcio Paes
Direção de Fotografia: Stefan Hess.
Montagem: Julio Adler e Pedro Cezar
Direção de Arte: Marcio Paes
Música: Marcos Kuzca
Depoimentos: Manoel de Barros, Bianca Ramoneda, Joel Pizzini, Abílio de Barros, Palmiro, Viviane Mosé, Danilinho, Fausto Wolff, Stella Barros, Martha Barros, João de Barros, Elisa Lucinda, Adriana Falcão, Paulo Gianini,Jaime Leibovicht, Salim Ramos Hassan
Distribuição: Downtown Filmes
Assessoria de imprensa: Primeiro Plano Comunicação / 2286-3699 ou 2266-0524
Manoel de Barros
Manoel de Barros nasceu em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, em 1916, onde passou sua infância. Aos 13 anos foi estudar num internato re-ligioso no Rio de Janeiro.
Em 1949 saiu do Rio e voltou ao Pantanal para tomar conta de uma fazenda que herdou do pai. Viajou por vários lugares do mundo e chegou inclusive a viver em Nova York, Paris, Itália e Portugal. Afastado dos círculos literários só começou a ter êxito ao publicar arranjos para assobio, em 1980, com 66 anos.
Hoje, aos 93 anos, tem uma obra consagrada, com mais de 20 livros publicados e é considerado um dos poetas da língua portuguesa mais originais de todos os tempos.
Sobre Manoel de Barros
“Enorme poeta, esse Manoel de Barros. Por nascer onde nasceu, nele o meio ambiente é biológico, genético. Lhe dá visão extremamente original. Que raros tangenciam. Tem característica comum, pouco notada, a artistas tão diferentes quanto Mondrian, Proust, Edward Hopper: uma inescapável visceralidade. Quase uma fatalidade. Manoel não faz “gênero”. Não é analisável. É o que é, não poderia ser outra coisa. É o que se lê.” Millor Fernandes - escritor
“Manoel é incomparável. Está longe dos demais poetas. Mais fácil compará-lo a Picasso e De Kooning, os grandes decompositores de artes plásticas que, como ele, desessencializavam a forma até torná-la pura. Suas metáforas cumprem a função das metáforas: expandem a nossa imaginação.” Fausto Wolff - escritor e jornalista
“Sempre fiel a si próprio, pode-se dizer que a poesia de Manoel de Barros não evolui, amadurece. Sua coerência é como a da árvore que se transforma mas não se desloca. Essa coerência que tem por base a forte adesão à realidade, recortada miopicamente nos limites do chão, acabará por gerar uma dicção poética de espontânea naturalidade no uso de tons menores, sem grandiloqüência, que leva, no entanto, a simplicidade do requinte.” Berta Waldman – doutora em Literatura
“Barros possui um estilo incomparável. Um poeta de sua linhagem é o resultado de uma relação singular entre o ser humano e sua língua (que ele purifica desobedecendo-a), entre o ser humano e seu mundo (que ele transfigura na medida que o recria). Um poeta de sua linhagem ilumina o silêncio das coisas anônimas, consagra as ruínas e os escombros. Fotografa o vento em frases. Inventa sem mentir. A obra de Manoel de Barros é inexplicável como um milagre. Como qualquer obra de arte quando é genuína e está, portanto, do lado do milagre.” Jorge Larrosa – professor em Filosofia e doutor em Pedagogia
“Todos nós desabrimos em outras pessoas diante da poesia de Manoel de Barros.” Paulinho Assunção – escritor e jornalista
“O efeito tátil-visual das imagens criadas pelo poeta põe em evidência as marcas de uma tradição plástica que vai de Juan Miró a Paul Klee.” Maria Adélia Menegazzo – doutora em Literatura
Algumas frases de Manoel de Barros
Não uso computador para escrever. Sou metido. Sempre acho que na ponta de meu lápis tem um nascimento.
Um besouro se agita no sangue do poente.
Um girassol se apropriou de Deus: foi em Van Gogh.
Pertenço de fazer imagens
É no ínfimo que eu vejo a exuberância
Há histórias tão verdadeiras que às vezes parece que são inventadas
Deus deu a forma. Os artistas desformam É preciso desformar o mundo
O despropósito é mais saudável que o solene
Manoel de Barros escreve sobre poesia
“A mim me parece que é mais do que nunca necessária a poesia. Para lembrar aos homens o valor das coisas desimportantes, das coisas gratuitas. Vendem-se hoje até vistas para o mar, sapos com esquadrias de alumínio, luar com freio automático, estrelas em alta rotação, laminação de sabiás, etc. Há que ter umas coisas gratuitas pra alimentar os loucos de água e estandarte.
Quanto as funções da poesia…Creio que a principal função da poesia é a de pro-mover o arejamento das palavras, inventando para elas novos relacionamentos, para que os idiomas não morram a morte por fórmulas, por lugares comuns. Os governos mais sábios deveriam contratar os poetas para esse trabalho de restituir a virgindade a certas palavras ou expressões, que estão morrendo cariadas, corroídas pelo uso em clichês. Só os poetas podem salvar o idioma da esclerose.
Além disso a poesia tem a função de pregar a prática da infância entre os homens. A prática do desnecessário e da cambalhota, desenvolvendo em cada um de nós o senso do lúdico. Se a poesia desaparecesse do mundo, os homens se transfor-mariam em monstros, máquinas, robôs.”
“Tudo, creio, já foi pensado e dito por tantos e tontos. Ou quase tudo. Ou quase tontos. De modo que não há novidade debaixo do sol – e isso também já foi dito.“
“Os temas do mundo são pouco numerosos e os arranjos são infinitos” – falou Barthes. Então o que se pode fazer de melhor é dizer de outra forma. É des¬ter o assunto. Se for para tirar gosto poético, vai bem perverter a linguagem. Não bastam as licenças poéticas, é preciso ir às licenciosidades. Temos de molecar o idioma para que ele não morra de clichês. Subverter a sintaxe até a castidade: isto quer dizer: até obter um texto casto. Um texto virgem que o tempo e o homem ainda não tenham espolegado. O nosso paladar de ler anda com tédio. É preciso propor novos enlaces para as pala-vras. Injetar insanidade nos verbos para que transmitam aos nomes seus delírios. Há que se encontrar a primeira vez de uma frase para ser-se poeta nela. Mas tudo isso é tão antigo como menino mijar na parede. Só que foi dito de outra maneira.”
Considerações sobre Só Dez Por Cento é Mentira
“Construído com uma linguagem cinematográfica de tal forma irrepreensível que nos provoca aquilo que de melhor a arte pode nos propiciar: inquietude e gozo na mesma proporção.” Mariza Leão - Produtora.
Durante o II Festival Paulínia de Cinema - Melhor longa metragem documentário:
“EM MUITAS PALAVRAS: Poesia ‘popular’ de Manoel de Barros em Só Dez Por Cento É Mentira arranca aplausos em Paulínia.”
– Rolling Stones
“...a poesia seria o “garoto gordinho”, sempre escolhido por último nas aulas de educação física, no colégio dos patinhos feios. O doc de Cezar, talvez por evitar teorizar demais a obra do cuiabano, rejeita essa posição. E com razão: a plateia reagia empolgadamente à mera aparição das frases do autor sob fundo preto.”
- Anna Virginia Balloussie - Rolling Stones
“Manoel de Barros em poesia visual: Só Dez por Cento É Mentira, exibido em Paulínia, é um belo filme sobre o poeta.”
– Estado de São Paulo
“Manoel de Barros no cinema: A arte do poeta sul-matogrossense Manoel de Barros encantou o Theatro Municipal de Paulínia através do documentário ‘Só Dez Por Cento É Mentira‘, de Pedro Cezar.”
-O Globo – On Line
“A arte do poeta sul-matogrossense Manoel de Barros encantou o Theatro Municipal de Paulínia através do documentário ‘Só Dez Por Cento é Mentira’, de Pedro Cezar. Apresentado na noite desta terça-feira pela competição do Festival Paulínia de Cinema, o filme foi aplaudidíssimo pela plateia, principalmente quando trazia as próprias poesias de Barros escritas na tela.” -André Miranda - Blog do Bonequinho - O Globo
Considerações sobre Só Dez Por Cento é Mentira
“A grandeza da caligrafia de Manoel de Barros: Documentário de Pedro Cezar sobre o poeta é destaque em Paulínia.”
- Jornal do Brasil
“Só Dez Por Cento é Mentira conquistou a plateia. O carisma de Manoel de Barros contribuiu para a recepção calorosa. Mas o diretor Pedro Cezar (do criativo Fabio fabuloso) não se apoia nessa vantagem. Pelo menos até a tarde de ontem, é o melhor filme (“duelando” com Moscou, de Eduardo Coutinho) apresentado na competição de Paulínia.” - Daniel Schenker - Jornal do Brasil “.
“... o filme merece lugar no olimpo do cinema brasileiro, com sua perspicácia narrativa e, principalmente, graças ao personagem de Manoel de Barros e sua história de vida.”
- Guilherme Lobão - Clicabrasilia
“Existe um humor delicado, singelo, no documentário, semelhante ao que encontramos na poesia de Barros”
-Angelica Bito - Cineclick
“...o filme consegue mesmo dialogar com um público mais amplo.”
- Cosmoblog
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